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sábado, 22 de agosto de 2009

TÁ TODO MUNDO LOUCO! OBA (?)...

Tube ri din din, din din! Tube ri din din, din din!

Ou estou ficando louco ou estamos vivendo uma época de total inversão de valores: éticos, morais, legais, comportamentais e de convívio social.

Às vezes tenho medo de ser pego em uma realidade com a qual apenas eu não me adéque. Acordar como Joseph K., em “O Processo” (Franz Kafka), e ver um dia aparentemente comum transformar-se num verdadeiro pesadelo.

Temo qualquer dia desses ser surpreendido com a notícia de haver transgredido, por exemplo, uma lei contra a “Psicotrofobia”; contra a “Homofobia” (ver PL122/06); quem sabe até contra a “Latrofobia” (ou Abdelfobia... rsss). Já pensou, ser compelido a não sentir aversão de frequentar o consultório de um médico acusado de 56 estupros? E não estamos muito longe disso...

Na noite de ontem (21/08) durante a primeira reunião da Comissão Brasileira de Drogas e Democracia, realizada no Rio de Janeiro o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso voltou a defender a descriminalização do consumo (legalização do comércio) da maconha.

Em suas palavras, FHC disse que “acreditar num mundo sem drogas é imaginar que possa existir um mundo sem sexo (sic). Vamos quebrar o tabu. O uso da camisinha já foi tabu e hoje defendemos o sexo seguro.”

Considerando a pauta da reunião e sabendo das pretensões do honorífico Ph.D. FHC (não confundir com THC*), é difícil para alguém simplório como eu, extrair um sentido único (preciso) de suas palavras. Afinal de contas o quê quis dizer o ilustre orador?

Daí as múltiplas escolhas:

1) sexo e droga procedem de uma mesma essência;
2) sexo é uma droga;
3) droga não é melhor nem pior que sexo;
4) sexo, assim como a droga, vicia;
5) sexo sem droga não tem graça;
6) usar camisinha é uma droga, mas é necessário;
7) quem usa droga nunca se esquecer de usar camisinha;
8) é preciso usar droga para fazer sexo;
9) viciados têm mais facilidade em fazer sexo;
10) drogas e sexo: uma combinação perfeita;
11) usar drogas antes, durante ou após o sexo faz bem a saúde;
12) cigarros de maconha deveriam ser vendidos ao lado de preservativos em farmácias;
13) a distribuição gratuita de pequenas doses de cocaina ou "baseados" de maconha em postos de saúde pode ser uma ferramenta eficaz de prevenção do vício;
14) se bem orientado o uso de drogas pode ser um hábito prazeroso, saudável e recomendável para adolescentes e jovens;
15) devemos educar e preparar nossos filhos para o consumo regular e seguro das drogas, assim como para a prática do sexo;
16) todos deveriam ter garantido o direito constitucional de optar pelo uso desse ou daquele tipo de droga (assim como se faz com o parceiro sexual);
17) o uso regular de drogas jamais levará um indivíduo à prática do estupro.

Parafraseando FHC poderíamos concluir que “A ilicitude do uso de drogas é um tabu. Hoje devemos defender seu uso seguro”?

I’m sorry, Mr. Presidente, Mas eu ainda sou, e prosseguirei sendo, CARETA!!!

“Quando o justo governa, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina, o povo geme”. (Provérbios 29.2)

É LEGAL SER CRENTE! CARETA ENTÃO: NEM SE FALA!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

VERDADE SEJA DITA...

Últimamente temos tido pouco, ou quase nenhum tempo para postar neste blog. As muitas ocupações nos têm impedido de fazê-lo. No entanto, acompanhando os blogs de alguns amigos nos deparamos nessa madrugada com um brilhante artigo publicado pelo Pr. Silas Daniel, editor do blog Verba volant scripta manent, cujo título diz: "Isso é que é vontade de descriminalizar as drogas".

Diante da clareza das informações e da relevância do assunto, tomei a liberdade de reproduzí-lo aqui no É LEGAL SER CRENTE.

Por certo este será mais um post rechaçado pela galera que mais tem frequentado este blog: "a turma da ERVA".

Esperamos
, no entanto, esclarecer alguns pontos já discutidos em outros artigos e comentários.

Que o Senhor abençoe nossos leitores.

Segue íntegra do artigo postado no Verba volant...

Por Silas Daniel

O jornal O Globo de hoje traz, na página 31, uma matéria, com chamada de capa, assinada pelo seu correspondente em Washington DC, Gilberto Scofield Jr., cujos títulos são “ONU já admite descriminalizar as drogas” (na chamada de capa para a matéria) e “Drogas: ONU defende descriminalizar consumo” (na cabeça da matéria). Bem, ao deparar-me com o título, estranhei o fato de que todas as notícias que havia lido ontem e hoje cedo a respeito do Relatório do Escritório de Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês), divulgado ontem, diziam exatamente o contrário: a UNODC é contra a legalização das drogas (Uma excelente notícia! Ainda mais em termos de ONU). Como, então, o jornalista de O Globo viu o contrário?

Pus-me a ler a matéria e não encontrei nenhuma fala de nenhum representante do UNODC defendendo a descriminalização das drogas. Nem algum trecho do relatório dizendo isso. A única coisa que há é a afirmação do jornalista de que o diretor-executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, “defendeu a descriminalização do consumo de drogas”, mas não apresenta na matéria uma fala sequer de Costa que sustente solidamente isso. As únicas falas de Costa que ele menciona no texto são as de que "moradias, trabalho, educação, serviços públicos e lazer podem tornar comunidades menos vulneráveis ao crime e às drogas", o que é defendido também por quem se opõe à descriminalização do consumo das drogas; e de que "as pessoas que usam drogas precisam de ajuda médica, não de retaliação criminal", o que se aproxima da idéia, mas trata-se apenas da constatação óbvia de que o usuário (comprovadamente apenas usuário) precisa ser encaminhado a tratamento e não preso. Lembremo-nos que as penas não se resumem apenas à prisão. Esta é apenas um tipo de pena. A própria Lei de Entorpecentes de 2006, que não descriminalizou o porte e consumo de drogas no país (leia análise aqui), afirma que o usuário não é para ser preso. Ou seja, no Brasil, conquanto o usuário flagrado não seja mais preso, ainda sofre sanções (inclusive de multa), e normalmente é encaminhado para tratamento. Sim, consumir e portar drogas no Brasil ainda é crime; se não, não haveria sanções penais. Entretanto, concordo que as sanções aos usuários se tornaram muito mais brandas (uma mudança realmente questionável, pois foram do "oito para o oitenta"), mas daí a dizer que não mais existem sanções nessa situação é bem diferente.

Ora, sabendo que vários países do mundo ainda condenam à prisão alguém que é apenas usuário, mui provavelmente a retaliação criminal a qual se opõe Costa, que falava a todos os países do mundo, é a pena de prisão. Parafraseando-o, seria: "Os que são claramente apenas usuários não devem ser presos, mas encaminhados pelas autoridades públicas a tratamento médico".

Ainda que Costa tenha dito no sentido de que fala a matéria, O Globo, desde a chamada de capa à matéria interna, alterna-se entre afirmar que a UNODC defende "a descriminalização das drogas" e afirmar que a UNODC defende "a descriminalização do consumo de drogas". Ora, uma coisa é descriminalizar as drogas, outra é descriminalizar o consumo de drogas. Entretanto, o jornal afirma as duas coisas, quando clara e absolutamente a UNODC não afirma a primeira coisa e ainda não está claro se afirma a outra. Lembrando que, a rigor, tecnicamente, não tem sentido a expressão descriminalizar drogas - ou seja, o termo nem deveria existir -, mas apenas a expressão descriminalizar consumo de drogas seria possível, pois o que se descriminaliza é apenas a conduta; entretanto, o uso da expressão "descriminalizar drogas" no sentido de legalizar ou liberalizar as drogas, já foi incorporado, já se cristalizou. Enfim, no mínimo a matéria de O Globo erra ao falar de "descriminalizar as drogas".

Todos os jornais e sites de notícia sobre o assunto mostram trechos do relatório e a fala do diretor Antonio Maria Costa destacando serem estes totalmente contra a legalização das drogas. O Estado de São Paulo, por exemplo, diz sobre Costa e o referido Relatório da UNODC exatamente o que se segue:

No prefácio do estudo, Antonio Costa reafirma a questão da droga como um problema de saúde pública, mas rejeita os clamores por uma descriminalização das drogas, iniciativa que ele qualifica de "erro histórico". "A legalização não é uma varinha mágica que acabaria tanto com o crime organizado quanto com o abuso de drogas", ele afirmou.

Leia a matéria do Estadão aqui.

No Jornal do Brasil, encontramos a mesma informação do Estadão, repetida pelo representante da UNODC no Brasil, Bo Mathiasen:

"Legalização poderia levar a epidemia", diz o UNODC. (...) O representante do UNODC, Bo Mathiasen, diz que os dados vão na contramão da ideia de legalização total ou parcial do uso de drogas. "Haveria uma epidemia no Brasil. Se a ONU estima que 500 milhões de pessoas morrerão pelo uso do cigarro neste século, muito mais morreriam pelo consumo de cocaína, heroína e outras drogas", diz ele. A entidade avalia que o governo deve combinar prevenção e tratamento de usuários com medidas de repressão, focando as grandes quadrilhas envolvidas no tráfico de drogas.

Leia a matéria do JB aqui.

E no Correio Braziliense? Está lá o seguinte:

O Unodc define como erro a percepção da descriminalização das drogas como forma de acabar com a violência e a corrupção inerentes ao mercado ilegal.

Leia a informação do Correio aqui.

Mas, para que não fiquem dúvidas, que tal vermos o que diz o próprio site do UNODC? O endereço é http://www.unodc.org/brazil/pt/ASCOM_20090624.html

Leia o que Costa diz no site da UNODC:

O Relatório chama muita atenção sobre o impacto dos crimes relacionados a drogas - e o que fazer sobre isso. No prefácio do Relatório, Costa explora o debate sobre a descriminalização das drogas. Ele admite que a manutenção das drogas como ilícitas gera um mercado negro de proporções macroeconômicas, que causa violência e corrupção. Entretanto, ele alerta que a proposta de legalização das drogas como uma forma de acabar com essa ameaça - como alguns sugerem - seria um "erro histórico". "As drogas ilícitas representam um grande perigo à saúde. Por essa razão, as drogas são e devem permanecer controladas", disse o diretor do UNODC. "Quem propõe a legalização se equivoca nos dois sentidos", disse Costa. "Um mercado liberado acarretaria em uma epidemia de drogas, enquanto a existência de um mercado controlado acarretaria na criação um mercado paralelo criminoso. A legalização não é uma varinha mágica que acabaria tanto com o crime organizado quanto com o abuso de drogas", disse Costa. "A sociedade não deve ter de escolher entre priorizar a saúde pública ou a segurança pública: ela pode e deve optar por ambas", disse. Nesse sentido ele pede aos países um maior investimento em prevenção e tratamento de drogas, e medidas mais pesadas para enfrentar o crime relacionado às drogas.

Portanto, onde o jornalista de O Globo viu a informação de que Costa e o Relatório do UNODC “defende a descriminalização das drogas”?

A não ser que isso seja bem explicado, a conclusão a que se chega é que o desejo do jornalista e/ou de O Globo pela descriminalização é tão grande que acabaram vendo o que não havia, ouvindo o que não foi dito. Isso é que é desejo de descriminalizar as drogas!

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É LEGAL SER CRENTE

quarta-feira, 27 de maio de 2009

É PRECISO TER FÉ...

CURSO FÉ NA PREVENÇÃO - INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 30/05/09

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), em parceria com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), promove o curso Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins – Fé na Prevenção.

O curso
Fé na Prevenção capacitará 5000 (cinco mil) lideranças religiosas de diferentes doutrinas e movimentos afins. Os alunos que concluírem o curso irão atuar na prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco, tendo como base as técnicas de intervenção breve, entrevista motivacional e mudança de comportamento.

O curso
na modalidade de Educação a Distância, é gratuito e terá duração de 2 (dois) meses, carga horária de 60 (sessenta) horas e certificado de Extensão Universitária emitido pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Devido
ao grande número de pré-inscrições, será realizado um processo seletivo.

Os critérios
do processo de seleção obedecerão à distribuição proporcional por estados brasileiros e será dada preferência a lideranças religiosas de diferentes doutrinas e movimentos afins que atuem na prevenção e acolhimento de pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e/ou outras drogas.

Mais informações:
www.fenaprevencao.senad.gov.br ou UNIFESP - Central de atendimento ao aluno - 0800 770 175

Este editor já está inscrito e aguardando ansiosamente pela divulgação dos selecionados.

É LEGAL SER CRENTE


Fonte: http://www.obid.senad.gov.br

terça-feira, 28 de abril de 2009

BOM SENSO: SINAL DE MENTE LIMPA.

Enquanto de um lado centenas (talvez milhares) de associações, ONGs e outras organizações ao redor do mundo lutam na tentativa de resgatar das drogas os milhares de jovens usuários, dependentes e traficantes (jovens criminosos), na outra ponta, organizadores e ativistas “liberais” promovem a descriminalização do uso, plantio e consumo de drogas como a maconha (cannabis sativa) sob o pretexto de que “suas atividades não têm a intenção de fazer apologia à maconha ou ao seu uso, nem incentivar qualquer tipo de atividade criminosa.” Você acredita nisso? Pois esse é o discurso do portal Coletivo Marcha da Maconha Brasil, que promove, sem “dar a cara à tapa” – já que não se apresenta como organização legalmente constituída ou com os devidos nomes de seus representantes – uma marcha nacional pela liberação da droga.

O portal
, hospedado na forma de blog pela WordPress, conta com a rede internacional de computadores (internet) para promover seus encontros, a venda de camisetas, e até pedir doações para patrocinar o movimento (na conta que quem? Para pagar o quê?). Os contatos com os “organizadores” se dão através de e-mails e telefone celular (prático não?).

No blog
da “organização” lê-se: “A Marcha da Maconha precisa da sua ajuda. Somos um movimento social muito novo, nossa rede nacional tem apenas um ano e ainda precisamos dar os primeiros passos na nossa estruturação.”

Programada
para acontecer no próximo dia 3 de maio em várias capitais do país, a Marcha da Maconha foi vetada pela justiça de João Pessoa.

Num ato de lucidez e bom senso, a juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, da 8ª Vara Criminal de João Pessoa, proibiu, por meio de liminar a realização da Marcha da Maconha na Praça Antenor Navarro, no Centro Histórico capital da Paraíba.

A decisão
da juíza está fundamentada na Constituição Federal e na Lei de Tóxicos e o seu descumprimento resultará na prisão em flagrante do infrator pelo crime de desobediência, conforme o artigo 330, do Código Penal. A pena prevista para esse tipo de crime varia entre quinze dias e seis meses, mais pagamento de multa.

Louvo a Deus
pela vida e pela coragem da Excelentíssima Juíza ao acolher a pretensão do Ministério Público da Paraíba para coibir esse tipo de manifestação, que ao contrário do que tentam provar seus organizadores, em nada beneficiam as vidas de seus seguidores.

É uma pena
que a justiça estadual das demais unidades da federação que serão atingidas “na veia” pela famigerada Marcha não tenham tido o BOM SENSO de fazer como o estado da Paraíba.

No portal da Marcha da Maconha você encontrará a seguinte chamada: “compre a sua camisa, ajude o movimento e guarde para sempre um objeto histórico.” Será que eles teriam coragem de presentear com um exemplar a Dna. Flavia Costa Hahn (60 anos), mãe gaúcha que matou filho viciado em crack? Afinal, aquele foi um momento histórico na vida de Dna. Flávia e de sua família, não acham?

A Marcha
está programada para acontecer também na cidade de Porto Alegre no dia 9 de maio.

Que o Senhor tenha misericórdia
dos milhares de vidas e famílias que sofrem por causa das drogas. Estou certo de que estes necessitam muito mais de nosso apoio do que o Coletivo Marcha da Maconha Brasil.

LEGAL É ENFRENTAR A VIDA DE CARA LIMPA!


É Legal ser Crente


Fonte jornalística: Portal Última Instância. "Justiça proíbe Marcha da Maconha na Paraíba". Acesso em 28 de abril de 2009, 00h26.