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sexta-feira, 26 de junho de 2009

VERDADE SEJA DITA...

Últimamente temos tido pouco, ou quase nenhum tempo para postar neste blog. As muitas ocupações nos têm impedido de fazê-lo. No entanto, acompanhando os blogs de alguns amigos nos deparamos nessa madrugada com um brilhante artigo publicado pelo Pr. Silas Daniel, editor do blog Verba volant scripta manent, cujo título diz: "Isso é que é vontade de descriminalizar as drogas".

Diante da clareza das informações e da relevância do assunto, tomei a liberdade de reproduzí-lo aqui no É LEGAL SER CRENTE.

Por certo este será mais um post rechaçado pela galera que mais tem frequentado este blog: "a turma da ERVA".

Esperamos
, no entanto, esclarecer alguns pontos já discutidos em outros artigos e comentários.

Que o Senhor abençoe nossos leitores.

Segue íntegra do artigo postado no Verba volant...

Por Silas Daniel

O jornal O Globo de hoje traz, na página 31, uma matéria, com chamada de capa, assinada pelo seu correspondente em Washington DC, Gilberto Scofield Jr., cujos títulos são “ONU já admite descriminalizar as drogas (na chamada de capa para a matéria) e “Drogas: ONU defende descriminalizar consumo” (na cabeça da matéria). Bem, ao deparar-me com o título, estranhei o fato de que todas as notícias que havia lido ontem e hoje cedo a respeito do Relatório do Escritório de Drogas e Crime das Nações Unidas (UNODC, na sigla em inglês), divulgado ontem, diziam exatamente o contrário: a UNODC é contra a legalização das drogas (Uma excelente notícia! Ainda mais em termos de ONU). Como, então, o jornalista de O Globo viu o contrário?

Pus-me a ler a matéria e não encontrei nenhuma fala de nenhum representante do UNODC defendendo a descriminalização das drogas. Nem algum trecho do relatório dizendo isso. A única coisa que há é a afirmação do jornalista de que o diretor-executivo do UNODC, Antonio Maria Costa, “defendeu a descriminalização do consumo de drogas”, mas não apresenta na matéria uma fala sequer de Costa que sustente solidamente isso. As únicas falas de Costa que ele menciona no texto são as de que "moradias, trabalho, educação, serviços públicos e lazer podem tornar comunidades menos vulneráveis ao crime e às drogas", o que é defendido também por quem se opõe à descriminalização do consumo das drogas; e de que "as pessoas que usam drogas precisam de ajuda médica, não de retaliação criminal", o que se aproxima da idéia, mas trata-se apenas da constatação óbvia de que o usuário (comprovadamente apenas usuário) precisa ser encaminhado a tratamento e não preso. Lembremo-nos que as penas não se resumem apenas à prisão. Esta é apenas um tipo de pena. A própria Lei de Entorpecentes de 2006, que não descriminalizou o porte e consumo de drogas no país (leia análise aqui), afirma que o usuário não é para ser preso. Ou seja, no Brasil, conquanto o usuário flagrado não seja mais preso, ainda sofre sanções (inclusive de multa), e normalmente é encaminhado para tratamento. Sim, consumir e portar drogas no Brasil ainda é crime; se não, não haveria sanções penais. Entretanto, concordo que as sanções aos usuários se tornaram muito mais brandas (uma mudança realmente questionável, pois foram do "oito para o oitenta"), mas daí a dizer que não mais existem sanções nessa situação é bem diferente.

Ora, sabendo que vários países do mundo ainda condenam à prisão alguém que é apenas usuário, mui provavelmente a retaliação criminal a qual se opõe Costa, que falava a todos os países do mundo, é a pena de prisão. Parafraseando-o, seria: "Os que são claramente apenas usuários não devem ser presos, mas encaminhados pelas autoridades públicas a tratamento médico".

Ainda que Costa tenha dito no sentido de que fala a matéria, O Globo, desde a chamada de capa à matéria interna, alterna-se entre afirmar que a UNODC defende "a descriminalização das drogas" e afirmar que a UNODC defende "a descriminalização do consumo de drogas". Ora, uma coisa é descriminalizar as drogas, outra é descriminalizar o consumo de drogas. Entretanto, o jornal afirma as duas coisas, quando clara e absolutamente a UNODC não afirma a primeira coisa e ainda não está claro se afirma a outra. Lembrando que, a rigor, tecnicamente, não tem sentido a expressão descriminalizar drogas - ou seja, o termo nem deveria existir -, mas apenas a expressão descriminalizar consumo de drogas seria possível, pois o que se descriminaliza é apenas a conduta; entretanto, o uso da expressão "descriminalizar drogas" no sentido de legalizar ou liberalizar as drogas, já foi incorporado, já se cristalizou. Enfim, no mínimo a matéria de O Globo erra ao falar de "descriminalizar as drogas".

Todos os jornais e sites de notícia sobre o assunto mostram trechos do relatório e a fala do diretor Antonio Maria Costa destacando serem estes totalmente contra a legalização das drogas. O Estado de São Paulo, por exemplo, diz sobre Costa e o referido Relatório da UNODC exatamente o que se segue:

No prefácio do estudo, Antonio Costa reafirma a questão da droga como um problema de saúde pública, mas rejeita os clamores por uma descriminalização das drogas, iniciativa que ele qualifica de "erro histórico". "A legalização não é uma varinha mágica que acabaria tanto com o crime organizado quanto com o abuso de drogas", ele afirmou.

Leia a matéria do Estadão aqui.

No Jornal do Brasil, encontramos a mesma informação do Estadão, repetida pelo representante da UNODC no Brasil, Bo Mathiasen:

"Legalização poderia levar a epidemia", diz o UNODC. (...) O representante do UNODC, Bo Mathiasen, diz que os dados vão na contramão da ideia de legalização total ou parcial do uso de drogas. "Haveria uma epidemia no Brasil. Se a ONU estima que 500 milhões de pessoas morrerão pelo uso do cigarro neste século, muito mais morreriam pelo consumo de cocaína, heroína e outras drogas", diz ele. A entidade avalia que o governo deve combinar prevenção e tratamento de usuários com medidas de repressão, focando as grandes quadrilhas envolvidas no tráfico de drogas.

Leia a matéria do JB aqui.

E no Correio Braziliense? Está lá o seguinte:

O Unodc define como erro a percepção da descriminalização das drogas como forma de acabar com a violência e a corrupção inerentes ao mercado ilegal.

Leia a informação do Correio aqui.

Mas, para que não fiquem dúvidas, que tal vermos o que diz o próprio site do UNODC? O endereço é http://www.unodc.org/brazil/pt/ASCOM_20090624.html

Leia o que Costa diz no site da UNODC:

O Relatório chama muita atenção sobre o impacto dos crimes relacionados a drogas - e o que fazer sobre isso. No prefácio do Relatório, Costa explora o debate sobre a descriminalização das drogas. Ele admite que a manutenção das drogas como ilícitas gera um mercado negro de proporções macroeconômicas, que causa violência e corrupção. Entretanto, ele alerta que a proposta de legalização das drogas como uma forma de acabar com essa ameaça - como alguns sugerem - seria um "erro histórico". "As drogas ilícitas representam um grande perigo à saúde. Por essa razão, as drogas são e devem permanecer controladas", disse o diretor do UNODC. "Quem propõe a legalização se equivoca nos dois sentidos", disse Costa. "Um mercado liberado acarretaria em uma epidemia de drogas, enquanto a existência de um mercado controlado acarretaria na criação um mercado paralelo criminoso. A legalização não é uma varinha mágica que acabaria tanto com o crime organizado quanto com o abuso de drogas", disse Costa. "A sociedade não deve ter de escolher entre priorizar a saúde pública ou a segurança pública: ela pode e deve optar por ambas", disse. Nesse sentido ele pede aos países um maior investimento em prevenção e tratamento de drogas, e medidas mais pesadas para enfrentar o crime relacionado às drogas.

Portanto, onde o jornalista de O Globo viu a informação de que Costa e o Relatório do UNODC “defende a descriminalização das drogas”?

A não ser que isso seja bem explicado, a conclusão a que se chega é que o desejo do jornalista e/ou de O Globo pela descriminalização é tão grande que acabaram vendo o que não havia, ouvindo o que não foi dito. Isso é que é desejo de descriminalizar as drogas!

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É LEGAL SER CRENTE

terça-feira, 2 de junho de 2009

LUTO OFICIAL...

Após descobrimento de destroços de aeronave na região onde teria ocorrido o acidente com o Air Bus 330 da Air France, os governos brasileiro e francês reconheceram como fatal a tragédia que se abateu sobre o vôo AF 447 na madrugada de 1 de junho. O presidente em exercício do Brasil, José Alencar decretou luto oficial de três dias nessa terça-feira.

O É Legal ser Crente recebe com grande pesar a triste notícia e registra condolências às famílias dos vitimados.

Deixamos Salmos 34:18:

“Perto está o SENHOR dos que têm o coração quebrantado, e salva os contritos de espírito.”

“L'Éternel est près de ceux qui ont le cœur brisé, et il délivre ceux qui ont l'esprit abattu.”

Que o Senhor conforte e fortaleça seus corações.

É legal ser Crente

quarta-feira, 27 de maio de 2009

É PRECISO TER FÉ...

CURSO FÉ NA PREVENÇÃO - INSCRIÇÕES PRORROGADAS ATÉ 30/05/09

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (SENAD), em parceria com o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (PRONASCI) e a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), promove o curso Prevenção do Uso de Drogas em Instituições Religiosas e Movimentos Afins – Fé na Prevenção.

O curso
Fé na Prevenção capacitará 5000 (cinco mil) lideranças religiosas de diferentes doutrinas e movimentos afins. Os alunos que concluírem o curso irão atuar na prevenção do uso de drogas e outros comportamentos de risco, tendo como base as técnicas de intervenção breve, entrevista motivacional e mudança de comportamento.

O curso
na modalidade de Educação a Distância, é gratuito e terá duração de 2 (dois) meses, carga horária de 60 (sessenta) horas e certificado de Extensão Universitária emitido pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP).

Devido
ao grande número de pré-inscrições, será realizado um processo seletivo.

Os critérios
do processo de seleção obedecerão à distribuição proporcional por estados brasileiros e será dada preferência a lideranças religiosas de diferentes doutrinas e movimentos afins que atuem na prevenção e acolhimento de pessoas com problemas decorrentes do uso de álcool e/ou outras drogas.

Mais informações:
www.fenaprevencao.senad.gov.br ou UNIFESP - Central de atendimento ao aluno - 0800 770 175

Este editor já está inscrito e aguardando ansiosamente pela divulgação dos selecionados.

É LEGAL SER CRENTE


Fonte: http://www.obid.senad.gov.br

sábado, 2 de maio de 2009

DO OLHO DO FURACÃO

SOBRE A MARCHA DA MACONHA E SEUS DERIVADOS

Os que acompanharam (e ainda acompanham) os comentários do post “BOM SENSO, SINAL DE MENTE LIMPA” publicado na terça-feira última neste Blog, devem ter tomado conhecimento de minha decisão em não mais retornar ao debate, dado o baixo nível de comentários e das verberações da qual se valeram grande parte dos participantes que ali estiveram – na sua grande maioria como ANÔNIMOS –, o que me obrigou, inclusive, a “blindar” o Blog contra os tais.

Isso de certa forma
gerou um pequeno, vamos dizer: redemoinho em torno dos que haviam se apresentado dispostos a um debate (um bate-papo) franco (de ambos os lados), mas PACÍFICO sobre o tema.

A despeito do que foi sugerido
por alguns, não sai por “medo”, afinal, a menos que algum cracker entrasse para “ferrar” com meu computador, não tinha nada a perder em prosseguir com o diálogo. Aliás, ao contrário de muitos pais que ensinam seus filhos a “não entrarem numa briga que não possam ganhar”, os meus sempre disseram: “_Meu filho, quando um não quer, dois não brigam.” Prefiro ficar no conselho dos meus pais.

Sendo assim,
em consideração às respeitosas reivindicações de alguns comentaristas, volto à questão da MARCHA DA MACONHA, não para dar satisfações àqueles que ali se manifestaram (e ainda estão se manifestando) de forma mal educada, mas para responder as razões pelas quais sou contra a MARCHA (não contra a manifestação do pensamento) e contra o USO INDISCRIMINADO MACONHA (não contra o estudo das substâncias nela contidas para fins medicinais controlados).

Quem sabe
eu até consiga responder à outras questões levantadas pelos ANÔNIMOS.

Antes, porém
, sou forçado a dizer que não há como desassociar minhas palavras da que professo em Cristo Jesus, já que a vida que agora vivo, vivo pela Fé no Filho de Deus. Portanto, se não estás disposto a ler, aquilo que para alguns não passará de um “vago e insípido” sermão, convido-o desde já a não desperdiçar o vosso tempo, nem o meu, com comentários injuriosos.

Um dos comentaristas
, respondeu a um comentário do Pr. Newton (que espirituosa e voluntariamente tem postado sua opinião aqui no blog) indicando a leitura de um artigo publicado no portal Terra, o qual está disponível em: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,5153,OI79346-EI298,00.html.

Diz a chamada daquele artigo:


“Pesquisador diz que Jesus usou maconha em milagres”


Ora
, vocês não acham que a chamada por si só já é tendenciosa? Com que autoridade um pesquisador poderia afirmar uma coisa dessas? Talvez o título da matéria devesse ser:

“Pesquisador diz que Jesus TERIA usado maconha em milagres”?


Notaram a diferença?


USOU
– Pretérito perfeito – acontecido; ação concluída.
TERIA
– Futuro do pretérito – não ocorrido ou condicionado a determinado fator.

Mas isso é coisa da Redação Terra. Vamos deixar passar.

Diz o texto:


“Um estudo publicado esta semana
[7/1/03] pela revista High Times, especializada em divulgar fatos relativos ao uso da maconha lança a tese de que muitos dos milagres de Jesus Cristo foram feitos usando uma mistura à base de maconha. De acordo com o professor de mitologia clássica da Universidade de Boston Carl Ruck, responsável pelo estudo, Cristo e seus apóstolos teriam usado um óleo feito com a planta para curar doentes.”

Notem que a revista é ESPECIALIZADA EM DIVULGAR temas relacionados ao uso da MACONHA; o que também me parece tendencioso!

O texto segue – contrariando o título – dizendo que o que foi dito pelo cientista que é "PROFESSO DE MITOLOGIA", se deu em “TESE”. Opa!? Parece elementar (meu caro Watson) que o objeto de estudo desse professor não seja para ele próprio algo a ser “acreditado como verdadeiro” ou absoluto, senão uma mera proposição.

E conclui: “o estudo em nenhum momento coloca em dúvida os milagres de Jesus Cristo.”

Agora é que não entendi mais nada! Os milagres e a própria pessoa de Jesus nessa história toda são mitos ou fatos? Bem e quanto ao uso da erva, tenho que acreditar que tenha mesmo sido usado pelo personagem tido por muitos como mitológico? Ora, é preciso ter coerência!

Julguem:
O ESTUDO É OU NÃO TENDENCIOSO?

Mas voltemos às outras questões primaciais:


Não sou especialista em MACONHA
, não tenho pretensão de ser e (já respondendo a outro comentário) nunca fiz uso da droga. Glória a Deus por isso!

Notem
que não disse “de drogas”, já tomo umas aspirinas de vez em quando. Ah, e coca-cola também... rsss!

Em que pese o fato
de nunca ter usado – o que não sou obrigado a fazer para conhecer, e imagino que os cientistas também não –, como já afirmei, vi e vejo diariamente o mal que o uso e o comércio (tráfico) dessa droga causam nas vidas de dezenas de usuários e de familiares, tanto do aspecto físico, psíquico, motor, quanto moral, social, intelectual, legal etc.

Não é preciso ir muito longe
para se perceber isso, basta um dia na periferia. Eu sou da periferia!

Mas foi dito ali
que “isso [a liberação] não tornará o acesso a ela mais fácil, muito pelo contrário! Seu uso será restrito, controlado, mesmo as dosagens! Só poderá comprar quem passar por testes de saúde fisico e psíquico. O consumo também só poderá ser feito em locais restritos” etc. etc. etc.

Vocês crêem mesmo nisso?
Ou simplesmente utilizam a idéia como MOTE para campanha pela aprovação da liberação? Nem é preciso ser crente, fanático, lunático, e outros “áticos” para perceber que essa é uma idéia - dentro do mais amplo conceito de razão - não passa de UTOPIA.

Num país
onde toda sorte de mercadorias que deveriam ser comercializadas legalmente (brinquedos; camisetas; bonés; CD’s – evangélicos inclusive –; alimentos; medicamentos; softwares; hardwares; peças de automóveis etc) já são falsificadas ou “contrabandeadas” por quadrilhas perigosíssimas, dispostas a MATAR ou MORRER para verem mantidos e financiados seus negócios milionários ;

Num país
onde se mata uma freira para não ser autuado por TRABALHO ESCRAVO e sonegação de impostos; onde se mata um oficial de justiça para não ter que devolver um produto financiado e não pago; onde se mata por “brincadeira” um ser humano por causa de sua etnia indígena; onde se espanca uma empregada domestica por julgá-la prostituta (quem disse que as prostitutas devem ser espancadas? Leiam Josué cap. 2 e 6 ou João cap. 8); onde se arrastam crianças pelo asfalto para se roubar de um cidadão seu carro adquirido com trabalho e suor – muitas vezes para se “recrear” com o uso da droga ou acertar as contas com o tráfico.

Será que
arrecadaríamos mesmo mais impostos? Ou teríamos um comércio paralelo de “maconha do Paraguai” nas banquinhas do Largo 13, como é feito com os, igualmente lesivos e desprezíveis, CIGARROS, WHISKIES, NAIQUES, ABIDAS, REBOQUE etc? Ou deveríamos liberá-los disso também para acabar com os crimes de contrabando e descaminho?

Será que
deveríamos abrir mão da maioridade do cidadão para acabar com o crime de corrupção de menores e superlotarmos de uma vez por todas as cadeias (ao invés de um dois pagam)? Liberarmos toda forma de manifestação dos desejos libidinosos para o sexo de forma indiscriminada para acabar com a PEDOFILIA (uso "recreativo" da criança... Que Deus me perdoe!)? Aumentarmos os salários de todos os servidores públicos a um patamar tão elevado que não mais seja necessário a alguns a prática do crime de corrupção? O quanto bastaria? Do que mais deveríamos abrir mão? De nossas casas, carros e economias, para acabar com o abandono, a falta de moradia, o caos no transporte público, a pobreza? Ei! Acordem!

Vocês acreditam mesmo
que numa sociedade como a nossa com tanta desigualdade, desinformação, corrupção, falta de educação, falta de perspectivas para o jovem da periferia, desemprego, sem falar da falta de DEUS nas vidas seria mesmo possível controlar o USO DA MACONHA a ponto de acabar com o CRIME, com o TRÁFICO e com as ARMAS? Eu não creio!

Quem ia pagar
pelo cigarrinho do moleque da favela? Os mesmos que incentivaram o consumo e a liberação, ou eles que se lasquem para conseguir comprar o seu, ou que peçam um "peguinha" no semáforo?

Pensem
em quantos pais desempregados e desesperados que nunca tiveram coragem de pegar numa arma para “buscar o pão de cada dia” o que não fariam depois de fumar um, dois, três, quatro, cinco, não sei quantos mais cigarrinhos de MACONHA. Ah! Quase esqueci dos dois goles de cachaça que eles teriam tomado antes...

Acham que estou exagerando?
Então pergunte ao papai e a mamãe de vocês durante o jantar hoje a noite o que acham da idéia. Perguntem as suas esposas e filhos. Entrem nas filas do INSS e perguntem aos velhinhos que lá estão o que acham da idéia. Façam uma visita a um orfanato; a um asilo; a uma igreja (católica ou evangélica); ao hospital do câncer; a um clube desportivo; ao dono do mercadinho, ou da padaria, ou da farmácia de vosso bairro; perguntem a eles o que acham da idéia.

Sobre a indagação
(direcionada ao Pr. Newton, mas já feita anteriormente a mim): “Você não acha que a lei que proíbe a maconha é mais danosa a sociedade do que a própria droga?” A resposta é: não, não acho!

Lamentavelmente
em nosso país muitas leis são elaboradas, propostas e aprovadas à solapa, em meio ao clamor público, por pressão de lobistas, interesses políticos, econômicos, o que faz com que brechas ou mesmo exageros sejam cometidos – como bem lembrado em um comentário postado naquele artigo.

No entanto
, num Estado Democrático de Direito como o nosso, não há como se viver em sociedade sem que as leis existam e por elas sejam estabelecidos limites de conduta e comportamento da própria sociedade que compõe o Estado. O argumento do LIVRE ARBÍTRIO criado por DEUS (postado em um comentário) não é justificativa para a falta de regras, limites ou coerção, já que LIVRE ARBÍTRIO não é sinônimo de anarquia (falta de coerção).

Quando Deus
deu ao homem o LIVRE ARBÍTRIO, Ele próprio (DEUS) estabeleceu limites ABSOLUTOS (certo é certo; errado é errado; santo é santo; pecado é pecado), os quais estavam para o homem como um referencial para o exercício da ARBITRAGEM e não para liberdade de agir sem regras e sem conseqüências. Ou seja, o homem teria de avaliar e decidir a partir desses absolutos se valeria à pena descumprir as ordens divinas? Se valeria à pena correr o risco? Se valeria à pena assumir as conseqüências?

Ao assumirmos
as conseqüências de nossos atos temos que considerar, ainda, que aqueles que nos cercam poderão sofrer com as mesmas conseqüências – como um efeito dominó. O filho assume os riscos das drogas e a mãe sofre com os efeitos. O pai assume o risco da bebida, e a família sofre com os efeitos. O político assume o risco de se corromper, e a sociedade sofre com os efeitos. Os jovens transam sem camisinha, e os bebês sofrem com os efeitos – quando não eles próprios com as DSTs; depois o contribuinte sofre com a arrecadação de impostos para a produção de medicamentos contra a AIDS; para financiar o SUS etc... Hoje até um espirro em público pode acarretar conseqüências desastrosas para o mundo!

LIVRE ARBÍTRIO nunca significou que o homem está LIVRE para fazer qualquer coisa, mas LIVRE para auto-avaliar as conseqüências de seus atos a partir das diretrizes estabelecidas pelo CRIADOR; pelas NORMAS JURÍDICAS; pelas leis da NATURAIS; pelos costumes da sociedade na qual está inserido etc. e assim fazer a sua escolha.

Teve alguém
que disse: “no meu país” se faz assim e assado. Ora, aquela sociedade (não sei de onde) correu o risco, e deverá assumir as conseqüências. O Brasil não quer assim; nossas normas não são aquelas normas; e particularmente, pela FÉ, creio não ser essa a vontade de DEUS para com o homem.

JESUS sabia das conseqüências da Sua vinda ao mundo ao se oferecer para morrer pelo homem. Correu e assumiu o risco porque tinha um propósito maior: RECONCILIAR O HOMEM COM DEUS.

A bíblia diz que “todos pecaram, e destituídos estão da Glória de Deus” (Rm 3:23), mas “Nele temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados” (Cl 1:14) e diz mais: “...havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que estão na terra, como as que estão nos céus.” (Cl 1:20).

Também disseram que Ele veio para quebrar paradigmas. Quebrar paradigmas? Talvez! Mas não pelo descumprimento das normas, se não pela condenação do pecado, da hipocrisia dos fariseus, da arrogância dos doutores da lei, e da libertinagem dos inescrupulosos. Ele mesmo disse: “Não vim abrogar (anular) a Lei, mas cumpri-la” (MT 5:17).

Quanto a MARCHA, num primeiro momento, enquanto manifestação do pensamento (Art. 5º, IV) ou reunião pacífica (Art. 5º XVI), com certeza é legítima, não fossem as conseqüências que dela redundam.

Ao magistrados
que conferiram liminar pela proibição coube julgar de acordo com o ORDENAMENTO JURÍDICO, a pretensão do Ministério Público; e o fizeram! Tinham base legal para isso.

Talvez
eles (os juízes) não fossem lá experts em MACONHA; mas conhecedores que são do ORDENAMENTO, e vinculado pelas suas atribuições e pela própria norma jurídica à apreciação e decisão da lide, o fizeram! A proibição é uma questão jurídica e como tal deve ser analisada. O Direito é assim.

Essa coisa
de "o direito de um começa onde o do outro termina" nem sempre é verdade; aliás, acho que nunca será verdade. E quando há conflito de interesses, como é o caso da MARCHA? E quando o governador resolve passar o metrô embaixo de nossas casas? E quando para a contrução do Rodoanel se tem que destruir grande parte da mata atlântica (também criada por Deus)? Sempre haverá a necessidade de discussão jurídica para tais questões e de um estudo aprofundado para cada caso com base, sobretudo, nas ciências jurídicas (das leis, dos costumes, das jurisprudências, das doutrinas, dos métodos de integração, da completude, das antinomias etc.), afinal o que será do magistrado quando houver conflitos de normas, lacunas, ou não houver normas?

Conforme preconiza a Lei de Introdução ao Código Civil: “Art. 4º Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os costumes e os princípios gerais do direito.”

E mais:
“Art. 5º Na aplicação da lei, o juiz atenderá aos fins sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum."

Portanto,
não há como se REIVINDICAR UM DIREITO sem querer se submeter à ORDEM JURÍDICA.

A REIVINDICAÇÃO
de um debate mais apurado, com pessoas que possam discutir com conhecimento de causa, com embasamento científico das mais diferentes áreas do saber (não limitado a um mero recorte de revista), e com a participação da opinião pública é justa, MUITO MAIS QUE JUSTA. Mas por ora, e da forma como se pretendeu, a JUSTIÇA disse NÃO! Recorram! Façam valer o vosso direito! Apresentem vossas argumentações e teses jurídicas perante o tribunal! Socorram-se do judiciário, ou corram o risco, e assumam as consequencias.

Eu particularmente
também entendi que não, e me manifestei assim. Se sou o dono da VERDADE? É CLARO QUE NÃO SOU! E essa é uma VERDADE diante da qual todos nós, necessariamente, devemos nos render. Que paradoxo, não? A VERDADE É QUE NINGUÉM É DONO DA VERDADE.

Vocês já pararam para pensar
que podem estar enganados a respeito de DEUS e de Sua Vontade para convosco, em especial à respeito da forma como têm conduzido vossas vidas? A pergunta é extensiva aos demais leitores e não apenas àqueles comentaristas e debatedores do Blog.

Eu, no entanto, pela FÉ, mais uma vez digo: pela FÉ CREIO NAQUELE QUE NÃO APENAS É DONO DA VERDADE, MAS A PRÓPRIA VERDADE EM SI: JESUS CRISTO, O FILHO DE DEUS a quem entreguei o curso da minha vida.

"E conhecereis a VERDADE e a VERDADE vos libertará" (João 8:32)

É isso aí pessoal. Espero não ter sido cansativo.

A todos um cordial e amistoso abraço.

Em Cristo Jesus,

Robson Silva
É LEGAL SER CRENTE

Em tempo: Caso identifiquem algum erro de digitação ou grafia, por favor, me perdoem. Já quanto aos possíveis erros de concordância e regência consultem um gramático. Há muitos entre nós!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

É LEGAL FICAR ATENTO

SENADO FEDERAL
Secretaria-Geral da Mesa

Acompanhamento de Matérias
As seguintes matérias de seu interesse sofreram ações em: 29/04/2009

SF PLC 00122 2006

Ementa: Altera a Lei nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989, que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, dá nova redação ao § 3º do art. 140 do Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal, e ao art. 5º da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e dá outras providências.

29/04/2009 CAS - Comissão de Assuntos Sociais

Situação: PRONTA PARA A PAUTA NA COMISSÃO

Devolvido pela Relatora, Senadora Fátima Cleide, em 28/04/2009, com minuta de parecer pela aprovação do Projeto.

Para acompanhar a tramitação desse Projeto de Lei no Senado, acesse o Site do Senado ou clique AQUI depois clique em "Selecionar para acompanhamento".

terça-feira, 28 de abril de 2009

BOM SENSO: SINAL DE MENTE LIMPA.

Enquanto de um lado centenas (talvez milhares) de associações, ONGs e outras organizações ao redor do mundo lutam na tentativa de resgatar das drogas os milhares de jovens usuários, dependentes e traficantes (jovens criminosos), na outra ponta, organizadores e ativistas “liberais” promovem a descriminalização do uso, plantio e consumo de drogas como a maconha (cannabis sativa) sob o pretexto de que “suas atividades não têm a intenção de fazer apologia à maconha ou ao seu uso, nem incentivar qualquer tipo de atividade criminosa.” Você acredita nisso? Pois esse é o discurso do portal Coletivo Marcha da Maconha Brasil, que promove, sem “dar a cara à tapa” – já que não se apresenta como organização legalmente constituída ou com os devidos nomes de seus representantes uma marcha nacional pela liberação da droga.

O portal
, hospedado na forma de blog pela WordPress, conta com a rede internacional de computadores (internet) para promover seus encontros, a venda de camisetas, e até pedir doações para patrocinar o movimento (na conta que quem? Para pagar o quê?). Os contatos com os “organizadores” se dão através de e-mails e telefone celular (prático não?).

No blog
da “organização” lê-se: “A Marcha da Maconha precisa da sua ajuda. Somos um movimento social muito novo, nossa rede nacional tem apenas um ano e ainda precisamos dar os primeiros passos na nossa estruturação.”

Programada
para acontecer no próximo dia 3 de maio em várias capitais do país, a Marcha da Maconha foi vetada pela justiça de João Pessoa.

Num ato de lucidez e bom senso, a juíza Michelini de Oliveira Dantas Jatobá, da 8ª Vara Criminal de João Pessoa, proibiu, por meio de liminar a realização da Marcha da Maconha na Praça Antenor Navarro, no Centro Histórico capital da Paraíba.

A decisão
da juíza está fundamentada na Constituição Federal e na Lei de Tóxicos e o seu descumprimento resultará na prisão em flagrante do infrator pelo crime de desobediência, conforme o artigo 330, do Código Penal. A pena prevista para esse tipo de crime varia entre quinze dias e seis meses, mais pagamento de multa.

Louvo a Deus
pela vida e pela coragem da Excelentíssima Juíza ao acolher a pretensão do Ministério Público da Paraíba para coibir esse tipo de manifestação, que ao contrário do que tentam provar seus organizadores, em nada beneficiam as vidas de seus seguidores.

É uma pena
que a justiça estadual das demais unidades da federação que serão atingidas “na veia” pela famigerada Marcha não tenham tido o BOM SENSO de fazer como o estado da Paraíba.

No portal da Marcha da Maconha você encontrará a seguinte chamada: “compre a sua camisa, ajude o movimento e guarde para sempre um objeto histórico.” Será que eles teriam coragem de presentear com um exemplar a Dna. Flavia Costa Hahn (60 anos), mãe gaúcha que matou filho viciado em crack? Afinal, aquele foi um momento histórico na vida de Dna. Flávia e de sua família, não acham?

A Marcha
está programada para acontecer também na cidade de Porto Alegre no dia 9 de maio.

Que o Senhor tenha misericórdia
dos milhares de vidas e famílias que sofrem por causa das drogas. Estou certo de que estes necessitam muito mais de nosso apoio do que o Coletivo Marcha da Maconha Brasil.

LEGAL É ENFRENTAR A VIDA DE CARA LIMPA!


É Legal ser Crente


Fonte jornalística: Portal Última Instância. "Justiça proíbe Marcha da Maconha na Paraíba". Acesso em 28 de abril de 2009, 00h26.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

QUE VERGONHA...

Admirado, e até mesmo venerado, por dezenas de milhares de juristas, operadores e acadêmicos de Direito por seus acalorados, eloquentes e célebres debates jurídicos, o Supremo Tribunal Federal (STF) transformou-se nessa quarta-feira (22/04) num ringue de agressões verbais, num palco de acusações pessoais e de vergonha para a nação.

Os protagonistas do vexatório episódio foram, nada mais nada menos que, o Presidente da Corte Suprema do Poder Judiciário, o Ministro Gilmar Mendes e seu companheiro de trabalho, o Ministro Joaquim Barbosa.

Em meio às muitas farpas e verberações, o Ministro Barbosa acusou seu colega e presidente de “destruir a justiça do país” e que não poderia ser tratado como “um de seus [de Mendes] capangas do Mato Grosso”.

Em que pesem as razões desse ou daquele ministro, e sem querer "purpurinar" um ambiente no qual o incentivo ao debate ordeiro e à disputa de idéias deve ser preservado, o que se viu de ambos os lados foram atitutes transloucadas, impulsivas e desreipeitosas, indignas de quem enverga tamanha responsabilidade sobre seus ombros.

A despeito do pedido de vista do Ministro Carlos Ayres Britto, na tentaiva de "baixar a poeira", a baixaria prosseguiu de forma tal que a sessão dessa quinta-feira teve de ser cancelada para evitar novo "confronto".

É esse o modelo de “lhaneza” que Vossas Excelências os Guardiões da Constituição da República Federativa do Brasil têm a ofertar aos cidadãos de nossa Pátria Amada Mãe Gentil em seu de 509º aniversário?

QUE VERGONHA!


Confira vídeo publicado pelo portal Folha Online

Prossigo para o Alvo... Fp. 3:14